Em 2018 e começo deste ano, as criptomoedas chamaram a atenção do grande público por causa da sua alta valorização, principalmente do Bitcoin, a mais famosa e valiosa entre as moedas digitais.

Atualmente, existem mais de 5 mil criptomoedas. O Bitcoin responde por mais da metade deste mercado, enquanto vinte outras criptomoedas correspondem a cerca de um terço de todo o montante de valor do mercado de criptomoedas. As mais famosas são a Ethereum, o Bitcoin Cash, a Litecoin, a Ripple e a Dash. Cada uma dessas criptomoedas funciona de forma diferente e possui características próprias.

Mas, foi o recente anúncio do Facebook, que pretende lançar sua própria moeda, que trouxe o dinheiro virtual de vez para o debate na sociedade. A Libra, denominação escolhida para a criptomoeda da rede social, já nasce com um potencial dos mais de dois bilhões de usuários que compõem atualmente os usuários da plataforma. Grandes empresas como Mastercard, Uber, PayPal e Spotify são parceiras do projeto, o que ajudará a trazer mais segurança e credibilidade para o sistema, acredita a empresa.

O anúncio da rede social transfere o debate do investimento para o uso da divisa como meio de pagamento. “O desafio, agora, é identificar sobre como essa nova perspectiva financeira que vem sendo buscada pela população pode ser regulada, para o estabelecimento de uma atividade clara e segura”, pondera o presidente da Associação Brasileira de Criptomoedas e Blockchain (ABCB), Fernando Furlan.

Para o professor do curso de economia da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), Johny Silva Mendes, a divisa virtual simula diversas características desejáveis a qualquer moeda: é escassa, divisível, portátil e incorpórea. “Dessa forma, ela possibilita transferência de propriedade independentemente de onde você estiver, a um custo virtualmente nulo e sem intermediários”, diz, acrescentando que segurança e proteção contra fraude, além de celeridade e privacidade, podem contribuir para transformar a moeda digital em um sistema de pagamentos global descentralizado com potencial ainda inexplorado.

Na avaliação do presidente da ABCB, utilizar moeda digital como meio de pagamento não é uma realidade cada vez mais próxima. “Creio que num prazo máximo de dez anos, esse tema não será mais tabu, e sim uma ferramenta comum e corriqueira utilizada para pagar contas”, comenta. E os grandes responsáveis pelo impulsionamento desta ferramenta serão os millennials, indica Furlan. “Essa geração é extremamente conectada, faz tudo pelo celular. É um potencial usuário dos bancos digitais e relacionamentos virtuais. Por isso, a adoção do dinheiro digital será natural para este público”, aposta. A geração Y, também chamada geração do milênio, é um conceito em Sociologia que se refere à corte dos nascidos após o início da década de 1980 e até ao final da década de 1990. Segundo alguns autores ela pode se estender até os primeiros anos dos anos 2000, sendo sucedida pela geração Z.

Fonte: DCI

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