No último domingo, 18 de agosto, mais uma pessoa alegando ser Satoshi Nakamoto, o criador do Bitcoin, afirmou que revelaria sua identidade. No texto, o suposto Satoshi explica as origens de seu pseudônimo, como surgiu o nome “Bitcoin” (de um banco paquistanês fechado pelo governo inglês) e comenta sobre seu relacionamento com Hal Finney (lendário programador que recebeu a primeira transação de Bitcoin do criador do Bitcoin).

Um dia depois, em 19 de agosto, o suposto Satoshi retornou. Após iniciar o texto dizendo que “nunca foi bom com palavras, por isso contratou uma equipe de publicidade para conduzir sua revelação”, ele trata sobre como os números importam para o Bitcoin. Desde a quantidade máxima de unidades disponíveis até as letras presentes no nome da criptomoeda, tudo possui um significado.

“Satoshi” explica que minerou 980 mil Bitcoins utilizando apenas uma CPU, quando a dificuldade de mineração ainda era baixíssima. Contudo, o notebook no qual ele realizava testes deu um erro e a assistência substituiu o HD – fazendo com que ele perdesse todos os seus Bitcoins.

Ainda segundo o suposto Satoshi, o fato do Bitcoin começar a ser utilizado nos mercados negros, além de Gavin Andresen (um dos primeiros desenvolvedores que ajudaram no desenvolvimento do Bitcoin) falar com a CIA sobre a criptomoeda, foram motivos para que ele resolvesse desaparecer.

Após explicar sobre como passou a desenvolver outro projeto – sendo este uma blockchain centralizada, Satoshi finalmente revelou sua identidade:

“Meu nome de nascimento é Bilal Khalid. Eu utilizei este nome para registrar o domínio theBCCI.net no dia 18 de novembro de 2008. Eu troquei meu nome legal e meu sobrenome para James Caan. Eu atualizei o registro do domínio theBCCI.net, tendo em vista que apenas o dono do domínio pode fazê-lo. Contudo, é impossível alterar a data ou o nome do domínio.”

Segundo Khalid, o nome “James Caan” foi adotado por causa do ator estadunidense e do economista britânico. De acordo com a estrutura do site e com o fim do texto, Khalid continuará publicando textos sobre sua “visão” do Bitcoin.

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