A votação da reforma da Previdência no Congresso Nacional deve endurecer as regras para quem quer se aposentar. Enquanto esse assunto esquenta a pauta do governo e a opinião pública, outros temas passam a entrar em discussão como alternativa para uma reserva no futuro: será se vale a pena fazer uma previdência privada?

Os fundos de previdência privada são produtos disponíveis no mercado financeiro com a finalidade de acumulação de recursos para aposentadoria. Ou seja, são investimentos de longo prazo.

Na prática, você acumula recursos e, em função deste acumulado ao longo da vida, você recebe seu benefício. Simples assim.

Qualquer investidor pode realizar o planejamento de sua aposentadoria de maneira autônoma, para complementar a do sistema público.

Mas, vale a pena investir na previdência privada? Com qual idade precisamos começar este modelo de investimento? Quais tarifas pagamos? Será se você está velho demais para começar um plano? Ainda dá tempo de juntar um dinheirinho para usar na terceira idade?

Entre os especialistas, o consenso é que o investimento em previdência privada deve ser de pelo menos oito anos para valer a pena.

O ideal é chegar a dez anos. Por isso, se você tem entre 55 e 57 anos e quer se aposentar aos 65, ainda está em tempo.

Além disso, uma ótima maneira de saber se a previdência privada vale a pena para você é conhecer as taxas do ativo. Em grandes bancos de varejo, você precisa pagar taxas pesadas que funcionam como âncoras para o seu patrimônio, tais como taxa de custódia, taxa de carregamento de entrada, taxa de carregamento de saída e taxa de administração para o banco. Então, esse item precisa ser avaliado com bastante cuidado.

Há dois tipos de planos mais comercializados para essa modalidade: o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre).  

PGBL

O PGBL oferece a vantagens de abatimento no Imposto de renda. Nesta opção é possível proporcionar o abatimento de até 12% na declaração do Imposto de Renda (IR) do próximo ano. Essa característica garante maior rentabilidade em prazos mais longos. Os juros compostos ajudam a crescer o patrimônio investido.

O pagamento deste tipo de tributo só é feito no momento do resgate.

VGBL

No caso do VGBL, não há oferta de benefício de adiamento do pagamento de tributos. Mas, há a vantagem tributária da ausência do efeito come-cotas. Nesta opção, o imposto de renda incidirá apenas sobre os lucros do VGBL.

No caso de morte ou invalidez do titular do plano, quem for dependente terá, de maneira imediata, o direito de contar com o saldo acumulado.

É difícil dizer se vale a pena investir na previdência privada. A resposta vai se desenhar melhor, caso a caso. O mais importante é avaliar as opções com cuidado e desenhar um bom plano previdenciário. 

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